Trabalho voluntário no exterior é alternativa de intercâmbio

Trabalho voluntário proporciona vivência única e recompensadora no destino escolhido
 

Trabalho voluntário no exterior é alternativa de intercâmbioFazer intercâmbio não significa necessariamente ter aulas de idiomas. Uma das opções cuja procura tem aumentado nos últimos anos é o trabalho voluntário no exterior. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), apenas 2,8% das agências de intercâmbio trabalhavam com programa voluntariado em 2010. Em 2012, já eram 11,3%.

 

“Mundialmente isso tem muita força. No Brasil, tem ganhado mais nos últimos cinco anos”, afirma Fernanda Zocchio Semeoni, diretora de produtos e operações da Experimento Intercâmbio Cultural.


Fazer trabalho voluntário no exterior é unir o útil ao agradável. Esse tipo de programa proporciona a experiência do intercâmbio e da vivência em outro país, mas também dá a bagagem de participar de um projeto voluntário.

 

“Você tem um crescimento pessoal muito grande”, afirma Tatiana de Paula, responsável pelos programas de trabalho da STB.
Segundo Tatiana, um dos principais públicos do programa são pessoas que já participam de trabalho voluntário aqui e querem agregar a experiência em outro país.

 

Não é necessário, no entanto, que a pessoa já tenha feito algo parecido. Os únicos requisitos que costumam ser pedidos são ter mais de 18 anos e possuir nível intermediário de comunicação em inglês ou na língua local.

 

O maior motivo para procurar esse tipo de programa é poder ajudar os outros e, ao mesmo tempo, aprender sobre sua cultura.


Esse foi o caso de Sarah Morello (foto), formada em Economia pelas Faculdades de Campinas (Facamp). Ela já havia participado do programa na Rússia, onde fez amizades com egípcios e percebeu que sua percepção da cultura árabe e muçulmana era marcada por preconceitos e estereótipos.


Sarah decidiu, então, participar programa de voluntariado internacional de uma associação de estudantes, no Egito. Trabalhou seis semanas em uma ONG voltada ao empoderamento feminino e à capacitação para trabalho.


O trabalho voluntário também pode ajudar no desenvolvimento de um idioma. “No caso de um cliente que busca estudar línguas, por que não ir pra África do Sul, onde a língua é usual, e fazer um trabalho voluntário?”, questiona Fernanda.


Nesse programa, o aluno que já possui conhecimentos prévios da língua e não tem interesse em aprender gramática, por exemplo, pode se beneficiar com a prática da comunicação no cotidiano do projeto.


Pessoas que querem adquirir ou exercitar habilidades específicas também costumam procurar esse tipo de programa. “[O trabalho voluntário] alia tanto o fato de você ajudar alguém quanto o desenvolvimento de competências profissionais”, afirma
Tatiana.


Jovens que trabalham com música, educação ou gastronomia, por exemplo, podem se beneficiar com a prática dessas atividades em uma cultura diferente.


Colocar no currículo que você tem uma experiência em trabalho voluntário no exterior pode ter um grande peso na hora de procurar emprego. “Essa disposição para contribuir com o desenvolvimento de uma causa é importante”, afirma Fernanda.


Sarah decidiu fazer trabalho voluntário no exterior pela primeira vez um pouco antes de começar a procurar estágio. “Eu não tinha nenhuma experiência internacional e o mercado exige isso e inglês fluente”, conta ela. Optou, então, por ir à Rússia. “Era uma oportunidade não só para desenvolver o inglês, mas para ter contato com pessoas de diferentes culturas e fazer um trabalho que faça uma diferença”, diz.


Há diversas possibilidades de atuação em voluntariado internacional. “É um programa que se adapta a vários perfis”, diz Fernanda. A Experimento Intercâmbio Cultural, por exemplo, possui pacotes para trabalhar em hospitais, no desenvolvimento de comunidades e grupos minoritários, em fazendas orgânicas, ensinando inglês para monges budistas, cuidando de leões, tubarões, elefantes, cavalos, cachorros, gatos etc.


No Egito, Sarah ajudou em um bazar de artesanato da ONG, na organização e logística das ações e contribuiu para o desenvolvimento de um projeto de reciclagem.


Não há restrições de países nos quais se pode fazer trabalho voluntário. Segundo Fernanda, os destinos mais procurados são Irlanda, África do Sul, Nepal (foto), Peru e Turquia.


A STB iniciou recentemente um projeto com a China, em uma cidade próxima a Pequim.


O público que procura ser voluntário no exterior é um pouco mais velho que o do curso de idiomas, em geral entre os 20 e 22 anos. Há, no entanto, pessoas de qualquer idade acima dos 18 anos.


Segundo Fernanda, tem aumentado a procura pelo projeto por famílias e casais, que participam do programa durante as férias.


A duração também é variada, de duas semanas a um ano.

Fonte:http://noticias.br.msn.com/educacao/guia-do-estudante/trabalho-volunt%C3%A1rio-no-exterior-%C3%A9-alternativa-de-interc%C3%A2mbio

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