Vida longa ao rei

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Instituto Semente do Esporte
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Vida longa ao Rei

Data: 10/fev/2022 -

Por: Ricardo de Moura

Kelly Slater é uma referência no esporte.

Ganhou 11 títulos mundiais.

Foi o mais jovem campeão do surf aos 20 anos, em 1992.

E o mais velho aos 39, em 2011.

Acaba de alcançar um recorde de 56 vitórias no Campeonato Mundial.

No último dia 5 de fevereiro ele enfrentou ondas de alto risco de vida, os melhores surfistas do mundo e sua própria idade para vencer seu oitavo Pipeline Pro no Havaí.

30 anos depois de vencer a competição pela primeira vez.

Seis dias antes de completar 50 anos. Uma incrível longevidade.

Desde Tóquio 2021, o surf faz parte do programa olímpico.

Italo Ferreira, do Brasil, ganhou a medalha de ouro.

O Brasil tem 5 títulos mundiais no surf: Gabriel Medina, 3 vezes; Italo Ferreira e Adriano de Souza (Mineirinho), 1 vez cada.

Há um provérbio chinês que afirma: “O segredo da longevidade está em comer a metade, andar o dobro e rir o triplo.”

Longevidade refere-se a uma longa vida biológica.

A longevidade no esporte é quando um atleta mostra capacidade para praticar um esporte ou participar de uma atividade esportiva por um longo período.

A longevidade não se refere somente ao atleta profissional de sucesso. Muitas pessoas treinam e competem no anonimato, na busca de objetivos pessoais.

O feito de Slater motiva a pesquisa sobre a longevidade do atleta olímpico.

Ian Millar, do Canadá – 10 participações olímpicas – de 1972 a 2012 – é o atleta com a maior participação em Jogos Olímpicos. Atleta da equipe equestre canadense de saltos de obstáculos. Ele é duas vezes vencedor da Copa do Mundo de Saltos e uma medalha de prata olímpica (2012). Nasceu em 6 de janeiro de 1947.

3 atletas participaram em 9 edições de Jogos Olímpicos:

Hubert Raudaschl, da Áustria, atleta da Vela, participou de 1964 a 1996. Medalha de prata em 1968 (México) e 1980 (Moscou).

Afanasijs Kuzmins, competiu pela Russia e Letônia, atleta do Tiro. Medalha de ouro em 1988 (Seul) e prata em 1992 (Barcelona).

Nino Salukvadze, competiu pela Russia e pela Georgia. Medalha de ouro em 1988 (Seul) e bronze em 2008 (Beijing). Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 , Nino e seu filho Tsotne Machavariani foi a primeira dupla de mãe e filho a competir nas mesmas Olimpíadas, representando a Geórgia nos eventos de pistola. Em 2021, Nino é a primeira mulher a participar em 9 edições dos Jogos Olímpicos.

Em termos de Brasil, os atletas com maior participação em Jogos Olimpicos são:

Jaqueline Mourão, 8 participações olímpicas,  (nascida em 27 de dezembro de 1975) é uma ciclista , biatleta e esquiadora brasileira. Participou de cinco Olimpíadas de Inverno  e em três Jogos Olímpicos de Verão. Em sua quinta Olimpíada, ela competiu nas Olimpíadas de Sochi, em 2014, tanto no esqui cross-country quanto no biatlo, e carregou a bandeira brasileira durante a cerimônia de abertura.

Jaqueline participou em 2021, Tóquio, no ciclismo (mountain bike) e velocidade e cross country nos Jogos Olímpicos de Inverno, Beijing 2022.

Robert Scheidt, atleta da vela, 7 participações olímpicas, 5 medalhas (2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze).

Rodrigo Pessoa, hipismo, 7 participações olímpicas, 3 medalhas (1 de ouro, 2 de bronze).

Miraildes Maciel Mota (Formiga), futebol, 7 participações olímpicas.

A atleta mais velha nos Jogos Olimpicos de Toquio, 2021, foi a australiana Mary Hanna, do hipismo, com 66 anos. Ela já participou de 6 edições.

Entre os esportes que permitem atletas mais longevos estão o golfe, a vela, o tiro esportivo, o boliche e o hipismo.

Pesquisa recente aponta que atletas olímpicos dos EUA, mulheres e homens, vivem 5 anos a mais do que seus colegas da população em geral: um estudo com 8.124 ex-atletas olímpicos dos EUA.

O que todos eles têm em comum?

Amam o que fazem, são corajosos, treinam muito, extremamente disciplinados no dia a dia, foco nos resultados, motivam-se com as críticas, idealistas, líderes de suas vidas.

Vida longa….

Imagem: RDStockPhotos

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