Esporte, guerra e paz

Esporte, guerra e paz
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Artigo esporte, guerra e paz

Esporte, guerra e paz

Data: 04/mar/2022

Por: Ricardo de Moura

Parem tudo!
Sejam sensatos!

Existem, pelo menos, três maneiras de parar um conflito.

– Vitória militar de um dos lados.
– Trégua ou impasse. A disputa não termina, mas cada lado não tem a capacidade militar para acabar com o outro. Ou extinguiram os recursos.
– Comum acordo entre as partes. Parece mais difícil hoje. Há muitos interesses externos, tornando a negociação mais complexa.

Ou, ainda, fatores extraordinários.

Segundo a ONU, o esporte tem o poder de mudar o mundo.

Afirma, ainda, que é um direito fundamental e poderosa ferramenta para fortalecer os laços sociais e promover a paz.

O Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e Paz é celebrado no dia 6 de abril.

De forma inédita para os padrões comportamentais da sociedade russa, importantes nomes do esporte daquele país imploraram por paz e pelo fim da violência.

Um dos mais famosos, Danii Medvedev, número 1 do Ranking Mundial do Tênis, afirmou:

“Hoje, quero falar em nome de todas as crianças do mundo. Todos elas têm sonhos, suas vidas estão apenas começando, muitas experiências boas estão por vir. É por isso que quero pedir a paz no mundo, a paz entre os países. As crianças nascem com confiança no mundo, acreditam muito em tudo, nas pessoas, no amor, na segurança, na justiça, nas oportunidades da vida. Vamos ficar juntos e mostrar a elas que é verdade, porque toda criança não deve parar de sonhar.”

O esporte já foi protagonista em suspender conflitos na história.

O episódio ficou conhecido como a Trégua de 1914, durante a Primeira Guerra (1914-1918).

Segundo registros históricos, na véspera do Natal, soldados alemães e ingleses cantavam juntos músicas natalinas em suas próprias trincheiras.
No dia 25 resolveram largar as armas e abandonar seus postos para confraternizar.
Trocaram a comida que tinham, beberam vinho e até organizaram um jogo de futebol.

Depois do Natal, o conflito prosseguiu, mas naquele momento o futebol interrompeu a guerra e superou as divergências. O episódio serviu até de inspiração para a música Pipes of Peace, de Paul McCartney. No clipe, ele faz dois papéis, um soldado alemão e outro inglês.

Em 1969, a equipe do Santos Futebol Clube excursionava pelo mundo. Em fevereiro daquele ano, um feito inédito: a equipe da Vila parou a guerra da Nigéria, que foi suspensa temporariamente para ver o bom futebol brasileiro.
Na verdade, o Santos de Pelé.

A Costa do Marfim se arrastava em uma guerra civil há três anos.
Em 2005, o país garantiu a sua primeira participação na Copa do Mundo de Futebol.
Didier Drogba, principal jogador da seleção, fez um discurso impactante que gerou o primeiro cessar-fogo desde que o conflito havia começado.
Em 2007, Drogba promoveu uma partida contra Madagascar na cidade de Bouaké, capital da rebelião e sede das tropas rebeldes.
Guerrilheiros e governistas assistiram ao jogo lado a lado. Poucos meses depois um tratado de paz foi assinado. Drogba é um herói em seu país.

Nelson Mandela, símbolo da luta de igualdade racial na África do Sul, usou o esporte como grande arma para unir negros e brancos em um país historicamente de lutas raciais.

Para viver a paz é preciso vontade política, ação, solidariedade, humildade, preservar o presente e cuidar do futuro das crianças e a nova geração.

O esporte pode ajudar. Mas não faz milagres.

Como outras ferramentas na construção da paz depende dos interesses e objetivos dos formuladores de políticas e dos estadistas.
Para ser eficaz, o esporte deve trabalhar em conjunto com outros atores-chave.

Programas esportivos bem projetados e implementados podem ser úteis para prevenir conflitos e construir a paz em todo o mundo.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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