A nova cara da natação

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Instituto Semente do Esporte
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A nova cara da natação

Data: 28/JUN/2022

Por: Ricardo de Moura

A média de idade dos atletas da natação que vão ao pódio em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais vem caindo rapidamente.

Isso muda, radicalmente, todo o processo. Uma nova realidade. A forma de pensar e se relacionar têm características distintas nas pessoas que nascem e vivem em épocas diferentes.

Para entender essas questões há uma divisão por grupos geracionais: Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), Geração X (1965-1980), Geração Y ou Millennials (1981-1996) e Geração Z (1997-2010). Há ainda a Geração Alfa, que compreende os nascidos a partir de 2010.

No Campeonato Mundial 2022, em Budapeste, 65 dos 84 pódios (77%) das provas individuais pertence à Geração Z (nascidos entre 1997-2010).

Coincidentemente, o pódio “mais novo” entre os homens e as mulheres aconteceu na prova de 200 m livre. Duas provas masculinas têm média de idade mais nova que as mulheres: 200 m borboleta e 100 m livre (incrível!).

Também, o pódio “mais velho” nos homens e nas mulheres aconteceu nos 50 m borboleta.
A medalha de ouro geral e no feminino mais nova foi com a atleta Summer McIntosh (CAN), 15 anos (200 m borboleta e 400 m medley). No masculino, o atleta mais novo a ganhar o ouro foi David Popovic (ROM), 17 anos (100 m e 200 m livre).

Em Budapeste foram batidos 2 recordes mundiais – Thomas Ceccon (ITA), 21 anos – 100 costas, 51,60 e Kristof Milak (HUN), 20 anos – 200 m borboleta, 1,50,34.

Jovens comunicativos, proativos, autodidatas e descolados. Têm seu próprio estilo de vida, aperfeiçoaram o legado das gerações anteriores e incorporaram diferentes aprendizados. Íntima relação com a tecnologia.

Passam longas horas na internet, costumam formar grupos seletos de amigos que dividem os mesmos gostos e estilo de vida.

Em termos de comportamento, tendem a se engajar em questões ambientais, sociais e identitárias e parecem ser mais conservadores que a geração anterior. Mais “pé no chão”, realistas e menos vaidosos. Nas entrevistas sempre dividem seus resultados com a família e o técnico.

Em Paris eles vão estar mais experientes. E mais ousados.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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