Mulheres poderosas no esporte I - Diagnóstico – Uma nova era?
Data: 03/mar/2023
Por: Ricardo de Moura
A sugestão para que escrevesse sobre as mulheres no esporte veio da amiga Alessandra Dias. Após os textos publicados, chegaram comentários interessantes e instigadores, via redes sociais e privado, como o de Marcela Lacerda.
Após pesquisa rápida cheguei a alguns dados que gostaria de dividir com vocês.
Pela extensão e importância do assunto, será dividido em capítulos.
Existem muitas mulheres que alcançaram o poder no mundo do esporte, seja como atletas, treinadoras, líderes de equipes ou administradoras de organizações esportivas.
Apesar de alguns avanços no campo da igualdade de gênero no âmbito esportivo, os dados demonstram que um número relativamente baixo de entidades cumprem com as diretrizes estabelecidas pelo COI.
Segundo a ONU, apenas 11 das 39 Federações Internacionais Olímpicas (28%) e 10 das 34 Confederações Brasileiras Olímpicas (29%) avaliadas, por exemplo, atingiram a meta de inclusão mínima de 30% de mulheres em postos diretivos.
Segundo a REVISTA INTERCONTINENTAL DE GESTÃO, foram identificadas 110 posições nas comissões técnicas de todas as modalidades esportivas analisadas (equipes femininas e masculinas), destas 23 são ocupadas por mulheres (20%).
As modalidades de Basquetebol, Futebol, Handebol, Polo Aquático, Rúgbi, Voleibol e Vôlei de Praia somam nas equipes femininas 43 cargos nas comissões técnicas, sendo 13 ocupados por mulheres (30%).
As mesmas modalidades, em suas equipes masculinas somam 47 cargos, e desses 4 são ocupados por mulheres (8.5%).
De todas as modalidades analisadas, foi possível constatar que poucas mulheres ocupam cargos de maior liderança, como o de treinadora/técnica, de um modo geral, sendo o cargo de fisioterapeuta o mais ocupado pelas profissionais mulheres.
Ao analisar a distribuição dos cargos de gestão, o panorama confirma o conceito de “teto de vidro”, que supõem que mulheres ascendem a cargos de liderança até certo ponto. Quanto aos cargos operacionais, foram identificadas 121 posições, 40 delas são ocupados por mulheres (33%).
Já os cargos estatutários, das 76 posições identificadas, apenas 7 delas são ocupados por mulheres (9.2%).
Um trabalho que o Comitê Olímpico do Brasil, entidade máxima do esporte brasileiro, vem realizando em conjunto com a ONU, entre as recomendações estão a incorporação de indicadores e metas de equidade de gênero nos estatutos das confederações e o incentivo às modificações estatutárias para garantir a paridade de gênero em eleições para cargos de presidência nas entidades.
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