Muita calma nessa hora

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Muita calma nessa hora

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 13/NOV/2023

Os recordes da natação representam os tempos mais rápidos já registrados em uma determinada prova e são controlados por várias organizações em vários níveis: Federação Internacional (World Aquatics), Federação Pan-Americana (PASO), Federação Continental (Consanat), Confederação Brasileira (CBDA), Federação Estadual.

A natação é um esporte que exige muito treino e dedicação para melhorar. Embora os tempos de natação possam fornecer uma medida objetiva de progresso e melhoria, é importante lembrar que eles não são a única medida de sucesso no esporte.

Os recordes em categorias menores são subjetivos. Por várias razões.

As crianças se desenvolvem em estágios e situações diferentes. Uns maturam mais cedo, outros mais tarde. Desenvolvem habilidades técnicas, parâmetros de força e maturação em momentos diversos.

Chas Morton estabeleceu mais de 100 recordes nacionais por faixa etária, na natação americana – a mais forte do mundo, durante sua carreira e a maioria deles durou 20 anos ou mais. Muitos duraram 25, 30 ou 35 anos.
Assim que atingiu a faixa etária de 9 a 10 anos, ele começou a bater recordes e não diminuiu o ritmo até chegar à adolescência.

À medida que ele passou para as faixas etárias de 15 a 16 e 17 a 18 anos, a taxa de melhora de Morton diminuiu e outros nadadores começaram a ultrapassá-lo. O desenvolvimento físico precoce foi a explicação mais comum dada para as fenomenais performances de Chas em sua juventude.

Chas ainda tem o recorde de 100 metros nado borboleta de 11-12 anos, feito em 1983 (58,74).

Chas nunca integrou uma seleção americana de alto nível, nem chegou aos Jogos Olímpicos. Portanto, calma com os resultados e treinamento precoce.

Algumas sugestões: maior preocupação com a formação dos técnicos; a devida atenção aos problemas causados pela sobrecarga de treinamentos; evitar a musculação em idades precoces; o respeito aos limites e a individualidade dos atletas; evitar os “modelos prontos” de treinamento; aumentar o intercâmbio entre técnicos e pais, para maior conscientização dos pais com relação aos resultados dos filhos, informando que a melhora de rendimento é gradual e a longo prazo.

E, importante, que os resultados sejam frutos de auto motivação e não de pressões exteriores.

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

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