“Frustrações ao vento…”

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“Frustrações ao vento...”

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 14/DEZ/2023

O assunto é recorrente. Aborda os resultados nas classes de base da natação brasileira.

Nadadores com alguns resultados expressivos que não conseguem chegar com destaque no alto nível.

@+1 (334) 759-0146 é um profissional brasileiro (trabalhou dez anos no Brasil) e está como técnico de natação nos USA há 8 anos e meio.

“Chico” comentou sobre a experiência vivida nos dois países:
“Acho a comparação impossível entre Brasil e USA. A começar pela cultura esportiva. Passa pelo sistema universitário, pelo modelo americano e pela capacidade de produção”.

Continua: “A natação nos USA é um negócio. Muito mais para gerar recursos que para levantar troféus ao fim de temporada”.

Afirma Chico, que tudo é uma relação – quantos atletas por técnico e quantos atletas por raia. Todos pagam para nadar.

Diferentemente do Brasil, nos USA o atleta não vira refém do técnico ou vice-versa. O atleta é de ninguém. Não existe a preocupação em reter o atleta para ter os méritos sobre ele.

Outro detalhe que ele realça é sobre o futuro.

No Brasil, alguns nadadores se preocupam desde cedo a se “profissionalizar” (alguns recebem recursos desde os 14 anos). Nos USA, quanto mais o nadador avança e precisa de maior espaço e recursos, mais ele paga. Inclusive na Universidade.

O nadador sabe que a Natação é uma passagem. Acabou, acabou. Se prepara para o pós-natação.

Ele vê a cultura brasileira destinando recursos de uma forma segmentada, a partir do próprio Comitê Olímpico Brasileiro, priorizando o alto nível sem se preocupar com a base.

Quanto ao técnico brasileiro de natação, ele considera o profissional mediano brasileiro bem mais preparado que o profissional americano.

Chico acredita que o Brasil, conforme já realizou em tempos passados, deve se organizar e produzir discussões para criar um modelo próprio de desenvolvimento.

Sem jogar “frustrações ao vento…”

Pelas diferenças exponenciais, os USA não servem como parâmetro ou modelo.

#natacao #modelo #usa #brasil

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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