Hora de fazer contas. Vale medalha.

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Hora de fazer contas. Vale medalha.

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 16/DEZ/2023

Fim de mais um ano chegando e, cada vez mais, se aproximando dos Jogos Olímpicos de Paris.

Hora de fazer contas, previsões, acertar a periodização, fortalecer objetivos e estudar a situação competitiva.

Na Natação, para quem quiser participar, o primeiro desafio é fazer o índice estipulado e estar, pelo menos, entre os dois melhores de seu país na prova selecionada.

Em um levantamento sobre o cenário competitivo, comparando-se os índices olímpicos para dois nadadores por prova e o Ranking Mundial de 2023, observamos:

– A prova feminina com o maior número de nadadoras que alcançaram o índice em 2023 é a prova de 200 m nado costas: 38 nadadoras fizeram abaixo de 2,10,39.

– A prova feminina com o menor número de atletas com índice em 2023 é a prova de 1500 m nado livre: 13 nadadoras fizeram abaixo de 16,09,09. A seguir vem a prova de 200 m nado peito: 16 nadadoras fizeram abaixo de 2,23,91.

– A prova masculina com o maior número de nadadores que alcançaram o índice em 2023 é a prova de 800 m nado livre: 43 nadadores fizeram abaixo de 7,51,65.

– A prova masculina com o menor número de atletas com índice em 2023 é a prova de 100 m nado peito: 20 nadadores fizeram abaixo de 59,49. A seguir vem a prova de 200 m nado peito: 22 nadadores fizeram abaixo de 2,09,68.

Um outro grande desafio é fazer o melhor tempo durante os Jogos Olímpicos para garantir a melhor classificação possível.

Os países estão revendo seus planos e periodização. Os USA, por exemplo, não colocou como prioridade pré-Jogos Olímpicos a ida ao Mundial de Doha.

Em um estudo, das 16 nadadoras americanas que se classificaram para eventos individuais no Campeonato Mundial de 2023 – Fukuoka, apenas seis delas estabeleceram os melhores tempos da temporada em pelo menos uma prova durante o Campeonato, e apenas uma nadadora fez o melhor tempo da temporada em todos os eventos em que nadou – Jillian Cox, que nadou apenas os 800 m nado livre.

As mulheres americanas tiveram mais dificuldades em nadar mais rápido no momento certo em comparação com os homens.

Hora de estudar e rever as ações. Vale medalha…

#natacao #ANALISE #RankingMundial #Paris2024

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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