“Nascedouro olímpico”

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Instituto Semente do Esporte
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“Nascedouro olímpico”

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 18/JAN/2024

Todos querem ser medalhistas olímpicos e conquistar a glória. Poucos gostam de conhecer a verdadeira história para chegar até lá e disposição, disciplina, resiliência, paciência, esforço, dedicação, foco e comprometimento com o objetivo.

O homem não vive no meio aquático. Precisa de um lugar e acesso para aprender a nadar. E um incentivo para o início que, normalmente, vem dos pais e familiares.

Na filosofia popular, um fenômeno é uma pessoa, coisa ou evento considerado de alguma forma extraordinário ou marcante.
Na natação brasileira há o fenômeno do “nascedouro olímpico”.

O Brasil conquistou, em Jogos Olímpicos, 15 medalhas na natação e 2 em maratonas aquáticas.

Se considerarmos somente a natação, das 15 medalhas, 10 nasceram no interior do Estado de São Paulo, em clubes como: Yara Clube de Marília, Ginasio Koelle (Rio Claro), Andradina T.C. (Andradina), Francana (Franca), E.C. Barbarense (S. Barbara D´Oeste).

Entre natação e maratonas aquáticas, de outros estados, tiveram seu começo no Minas T.C (MG), Tijuca T.C. (RJ), UFRJ (RJ), Munhoz TNT (SP), Zitti Natação (GO), Clube Olimpico (BA), Clube Doze (SC), GN União (RS), Clube dos Funcionários (RJ) e Clube Cidade do Sol (RJ).

Logicamente que as instituições que eles representavam quando ganharam a medalha têm incrível valor. Mas já são conhecidas pela sociedade brasileira e recebem algum tipo de apoio em projetos incentivados: Flamengo, Minas T.C., CR Vasco da Gama, EC Pinheiros, UNISANTA, mas teve um caminho para que chegassem até ali.

São muitos os fatores que motivaram a diminuição ou, até mesmo, a desativação das instituições formadoras na natação competitiva.

Apesar das diferenças e especificidades de cada uma delas, as causas têm alguns pontos em comum.

Uma delas é a falta de mecanismos para fortalecer clubes poliesportivos menores – o que dificulta a formação dos atletas e contribui para um monopólio de grandes clubes, que concentram mais investimento.

Cada “nascedouro olímpico” que deixa de atuar é um lugar a menos na cadeia produtiva de nadadores olímpicos.

Diariamente, instituições menores, familiares e técnicos abnegados, lutam bravamente para sobreviver e continuar o trabalho de nascimento e desenvolvimento de nossas medalhas olímpicas.

Nosso humilde e sincero reconhecimento. Gratidão!

Foto: Ricardo Prado

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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