Independente da estratégia, vale o resultado

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Independente da estratégia, vale o resultado

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 16/MAR/2024

Samuel Short tornou-se o quinto nadador australiano a vencer a prova dos 400m nado livre masculino em um mundial, no Campeonato Mundial de Natação de 2023 – Fukuoka.

Com 3,40,60 ele aparece como um dos protagonistas para bater um dos recordes mundiais mais antigos da natação, que é de Paul Biederman (ALE), 3,40,07 (2009).
Com esse tempo, ele passa a ser o 4º melhor tempo da história na prova.

Qual a semelhança de Sam com os outros 3 primeiros da história na prova (Paul – 3,40,07; Ian Thorpe (ALE) – 3,40,08 e Sun Yang (CHN) – 3,40,14)?

Sam tem a mesma idade de Ian e Sun quando conseguiram seus melhores tempo: 19 anos.
Uma diferença que chama a atenção é que os 3 primeiros têm um tempo nos 200m nado livre muito melhor que Sam. Paul Biederman é, também, o melhor do mundo, da história, nos 200m (1,42,00); Ian é o 6º (1,44,06) e Sun é o 11º (1,44,39).

De acordo com o Ranking da World Aquatics, Sam aparece com o 196º tempo da história nos 200m nado livre com 1,47,05.

A estratégia do atual recordista mundial foi a mais consistente entre eles. Passou os primeiros duzentos metros 9,02 segundos acima do melhor tempo (1,51,02) e fechou a prova de forma negativa (fez os segundos 200 metros em tempo menor). Fez 1,49,05 nos 200 metros finais. 25,77 nos últimos 50 metros e 52,90 nos últimos 100 metros.

Ian e Sun adotaram táticas semelhantes. Ian passou os primeiros 200 metros 5 s acima do melhor tempo (1,49,60) e fechou a prova com 1,50,48. Sun passou com 5,66 acima de melhor tempo e fez 1,49,56 nos últimos 200 metros.

Sam utilizou uma estratégia mais ousada, passando os primeiros 200 metros 2,24s acima do melhor tempo (1,49,29) e fechou a prova com 1,51,39.

As parciais dos 200m para os 300m, de todos eles, são próximas: Paul (56,15); Ian (55,86); Sun (56,12) e Sam (56,20).

O brasileiro Guilherme Costa tem o 18º tempo do mundo da história, nos 400m nado livre 3,43,31 (2022), com a estratégia de Paul Biederman: fez a prova em negativo (1,51,71/1,51,60).

Independente da estratégia, vale o resultado. Paris 2024 está logo ali.

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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