Ainda falto o técnico

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Ainda falto o técnico

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 21/ABR/2024

Há muito tempo que os governos de todo o mundo oferecem “incentivos” aos seus atletas para conquistarem medalhas.

Singapura, por exemplo, paga a seus medalhistas de ouro quase 20 vezes mais do que os Estados Unidos.

Enquanto Singapura pagou US$ 737 mil (R$ 4 milhões) para cada medalhista de ouro individual nos últimos Jogos Olímpicos de verão em Tóquio, os atletas olímpicos dos EUA receberam apenas US$ 37,5 mil (R$ 195 mil) por conquistar uma medalha de ouro.

A World Athletics, órgão internacional que governa o atletismo, surpreendeu ao anunciar uma recompensa de US$ 50 mil (R$ 260 mil) para os atletas que conquistarem a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris. E que também irá começar a premiar os medalhistas de prata e bronze dentro de quatro anos em Los Angeles.

Uma (r)evolução. Este prêmio em dinheiro não vem do órgão que dirige os jogos – o Comitê Olímpico Internacional –, vem da Federação Internacional de Atletismo.

O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, esclareceu que a organização informou o Comitê Olímpico Internacional “com antecedência” sobre a decisão, e o comitê respondeu afirmando que cabe a cada órgão governante de cada esporte decidir como eles gastam sua parte da receita olímpica. O COI, uma organização sem fins lucrativos, redistribui 90% de toda a sua receita dos Jogos Olímpicos para órgãos governamentais esportivos, como a World Athletics.

Justo. Os principais atores do espetáculo merecem ser compensados. Há muita luta, esforço, muito investimento financeiro para chegar lá.

Embora a conquista seja do atleta, cada vez mais a conquista vem dividida com outros personagens.

O técnico é um deles.

As entidades, preocupadas com o espetáculo, já precisam pensar em estratégias que promovam ainda mais os recordes e conquistas e, com justiça, ofereçam premiação aos que, juntos, constroem os resultados no esporte.

Começar com medalhas e evoluir para compensações financeiras.
Reconhecimento para motivar melhores resultados.

#esporte #reconhecimento #tecnicoesportivo
#Paris2024

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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