Os dois extremos

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Os dois extremos

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 16/JUN/2024

Gabrielle Rose, 46 anos, é uma nadadora com dupla nacionalidade, brasileira e americana.
Nascida em 11 de novembro de 1977 na cidade do Rio de Janeiro, ela é filha de mãe brasileira e pai americano.

Gabrielle disputou duas Olimpíadas em sua carreira.

Representou o Brasil em Atlanta,1996, tendo nadado a final B dos 100m borboleta. Em Sydney, 2000, integrou a equipe americana e foi sétima colocada na final dos 200m medley.
Após não conseguir se classificar para os Jogos de Atenas, 2004, abandonou a natação competitiva. Após um longo período afastada das piscinas, voltou a treinar e participar de competições masters em 2023.

O retorno foi em função de um projeto para manter em funcionamento uma piscina em Memphis, onde vive: “Tenho trabalhado nos últimos cinco anos para salvar a única piscina olímpica da cidade. Era algo em que meu pai estava trabalhando antes de falecer em 2017.

Assumi esta missão e isso realmente me ajudou a me reconectar com a natação”, afirmou ao site americano Swimming World.

Em 2023, em Irvine, ela conquistou nove medalhas, com recorde nacional em todas as provas individuais que nadou.

Gabrielle conseguiu o índice para participar da seletiva olímpica americana 2024. Ela foi a nadadora mais velha da competição.

As 17.697 pessoas presentes no estádio viram Gabrielle, 46 anos e duas vezes olímpica, vencer a sétima série das dez programadas, com o novo recorde pessoal de 1m08s43, seu primeiro tempo abaixo de 1m09 (ela foi inscrita com 1,09,13).

A segunda classificada mais velha é Lilly King (1: 06,05), que nasceu em 1997.

Mas, o feito não termina por aí. Além de vencer sua série, melhorar sua marca pessoal, terminar em 11º lugar entre as 78 que participaram, SE TIVESSE PARTICIPADO DA SELETIVA BRASILEIRA, TERIA TERMINADO EM 1º LUGAR!

São os dois extremos: o bom tempo para uma nadadora de 46 anos e o fraco índice técnico de uma prova seletiva para Paris.

O índice olímpico dos 100m nado peito feminino para Paris é 1,06,79.

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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