Paris e a inteligência artificial

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Instituto Semente do Esporte
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Paris e a inteligência artificial

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 23/JUL/2024

O Comitê Olímpico Internacional anunciou que as Olimpíadas de Paris serão marcadas por um avanço tecnológico, com a utilização de inteligência artificial em diversas áreas.

A parceria com a Omega (Swiss Timing) visa fornecer informações precisas sobre o desempenho dos atletas, com vídeos gerados por IA mostrando movimentos detalhados e imagens em 3D.

O programa de cronometragem foi desenvolvido a partir de eventos esportivos anteriores para identificar com precisão o movimento dos atletas. No entanto, assim como todos os sistemas de computador, a inteligência artificial não é infalível.

Afirmam estar no início dessa evolução na cronometragem esportiva, e a Omega tem um plano claro de ação para os futuros Jogos Olímpicos, como Milan and Cortina d’Ampezzo, Itália, e Los Angeles, 2028.

Alain Zolbrist, chefe da Swiss Timing da Omega — uma equipe de 400 funcionários da Omega que lida com qualquer coisa que cronometre, meça ou monitore quase todos os esportes.

Zolbrist afirma: “Usamos um número diferente de câmeras para cada esporte, dependendo do que queremos medir. Portanto, com mais ou menos câmeras no local, isso muda o número de computadores de que precisamos”.

“Por exemplo, eventos de natação têm quatro câmeras em jogo, enquanto o vôlei de praia tem até 16. O aspecto único do nosso sistema, no entanto, não é o poder computacional, mas o software que desenvolvemos.

Desenvolvemos algoritmos para cada esporte e treinamos modelos de IA para os casos de uso individuais, e esse é realmente o coração da nossa tecnologia de visão computacional. Os próprios computadores são dispositivos padrão”, afirma Zolbrist.

Esses dados também devem permitir que os juízes vejam a distância entre o mergulhador e a plataforma ou trampolim — uma distância específica que foi previamente julgada a olho nu e que, se não for mantida, é motivo para diminuição de pontos.

O novo sistema tem a tendência de diminuir drasticamente o número de juízes em vários esportes, incluindo a natação.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

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