Momento Crítico da Natação Sul-Americana

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Instituto Semente do Esporte
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Momento Crítico da Natação Sul-Americana

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 01/Out/2024

A primeira competição de natação do ciclo olímpico, o Campeonato Sul-americano, de 30/09 a 03/10, em Cáli (COL), mostra uma fragilidade preocupante.

O Brasil, usando um confuso conceito de renovação. Em um critério pouco claro (mais um), procurou levar nadadores até 23 anos, evidenciando um processo de renovação.

Como princípio de renovação, o Brasil não convocaria ninguém que tivesse participado dos Jogos de Paris e teria em sua equipe entre 10/11 nadadores no masculino e 10/11 nadadores no feminino até 23 anos, dos 14 possíveis em cada gênero. 

Renovação não é utilizar nadadores mais novos, é lançar nadadores com chances de representar o país COM RESULTADOS compatíveis com a realidade internacional. 

Além disso, faz parte da renovação um planejamento estratégico. Na tomada de decisão por uma ação estratégica e inovadora, ou renovadora, é preciso muito trabalho para fazer tudo acontecer.

Os demais países participantes mostram ausência de principais nadadores por questões várias, associada ao problema econômico e falta de investimentos no setor.

Outros, ainda, por total falta de interesse em participar.

Resultado: das dez provas individuais realizadas no primeiro dia, somente duas foram melhores que os tempos de 2021 (última edição do evento) – 100m nado peito feminino (1,08,01/108,93) e 50m nado costas masculino (25,55/25,90).

O Campeonato Sul-americano de natação 2024 mostra uma dura realidade e um crítico momento por que passa a modalidade em preparação para Los Angeles 2028.

Com isso, é acionada a espiral negativa: ausência de resultados, baixa visibilidade, perda de força na concorrência com outros esportes, sumiço de patrocínios e falta de méritos, até mesmo, na disputa por verbas públicas.


Palavras chave: Natação; Sul-americano; Patrocínio; Renovação.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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