O que é combinado não é caro
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 23/Nov/2024
GOTAS OLÍMPICAS: O QUE É COMBINADO NÃO É CARO.
Recebi uma mensagem do meu amigo José Sacadura sobre um especialista que, durante uma palestra para treinadores e dirigentes em Portugal, que atuavam na formação de atletas, questionou a presença dos pais nos treinos dos filhos.
Ao analisar as respostas, constatou-se que 64% dos participantes defendiam a proibição da presença dos pais nas sessões de treinamento.
Não acredito que essa seja a melhor resposta.A estratégia é transformar os pais em parceiros.
O principal motivo de afastamento entre pais e técnicos está na comunicação. Os treinadores de natação devem ter em mente os quatro Cs: Comunicação Constante, Clara e Consistente.
O profissional é o centro das atenções. Suas atitudes podem aproximar ou afastar pais e nadadores. Especialmente durante a formação do nadador, não é apenas o conhecimento que conta.
Cada nadador possui suas particularidades. Muitas vezes, o que é bom para um nadador pode não ser bom para outro. A habilidade do profissional faz toda a diferença.
Não se deve valorizar os mais talentosos do momento. Os resultados já demonstram a diferença. Entretanto, é importante lembrar que, durante a fase de formação, as circunstâncias mudam de forma muito rápida.
O atleta comum de hoje pode ser o campeão de amanhã.
O que deve ser considerado em comum é a disciplina. Ninguém tem o direito de se atrasar, sair mais cedo, treinar menos, ter mais atenção e privilégios.
As crianças devem ser educadas de forma adequada. É a chave para atingir patamares maiores.
Os técnicos devem evitar se distrair no momento do treinamento: ficar nos celulares, falar com pessoas alheias, brincadeiras fora do contexto, falta de foco.
Estabelecer um programa de treinamento de habilidades físicas, técnicas, táticas e mentais de forma envolvente e divertida.
Não é uma tarefa fácil. Para ninguém. Por isso mesmo, as forças devem se unir.
O afastamento é provocado pela insegurança, receio e falta de comunicação.
Cada um deve ocupar seu espaço. Pais, nadadores e técnicos. Os limites deverão estar definidos de forma clara. Frente a frente.
O que é combinado não é caro.
E você, o que acha?
Palavras chave: Natação; País; Treinadores.
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
O conteúdo do texto é de inteira responsabilidade do(s) autor(es).