O futuro da natação dentro da própria natação

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Instituto Semente do Esporte
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O futuro da natação dentro da própria natação

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 18/Dez/2024

A única verdade sobre o futuro é: ninguém é capaz de prevê-lo.

Da mesma forma, podemos imaginar futuros possíveis observando e analisando sinais de movimentos e acontecimentos do presente que poderão criar um futuro alternativo.

Difícil imaginar o cenário dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, tomando por base o resultado do Campeonato Mundial de Piscina Curta, realizado em Budapeste.

A piscina em Budapeste é curta, Los Angeles será piscina longa, vários expoentes da natação não participaram em Budapeste, faltam 4 anos e muita coisa pode mudar.

Mas, além do fato inédito de 30 recordes mundiais no evento, do protagonismo de Gretchen Walsh (USA) com 11 recordes mundiais e do domínio americano, outros sinais podem ser identificados em termos de prognóstico.

A competição lançou novos protagonistas inesperados, entre eles, o espanhol Carles Marti, vencedor dos 200m nado peito.

Um sinal que pode ser significativo foi o resultado dos jovens nadadores. Foram batidos 13 recordes mundiais juniores na competição.

Ainda, 5 provas foram vencidas por atletas júnior e o russo Miron Lifintsev, 18 anos, ganhou 5 medalhas de ouro: 50m e 100m nado costas, e os revezamentos 4x50m medley misto, 4x100m medley misto e 4x100m medley masculino.

Outros dois jovens canadenses, ambos com 18 anos, também ganharam 5 medalhas cada um: Summer McIntosh: ouro nos 400m nado livre, 200m nado borboleta e 400m nado medley; prata nos 200m nado costas e bronze no 4x100m nado livre e Ilya Kharun- ouro nos 200m nado borboleta, prata nos 50m nado borboleta, 4x50m nado livre misto e 4x50m medley misto e bronze no 4x100m medley masculino.

Summer McIntosh bateu 4 recordes mundiais júnior e 3 recordes mundiais absolutos.

Dos 7 nadadores que bateram recordes mundiais da classe júnior, 5 deles foram ao pódio.

A piscina curta, que era domínio dos nadadores mais velhos, com maior força e potência, está sendo invadida por uma geração alta, forte, competitiva com excelência técnica que domina muito bem os movimentos, os fundamentos de saídas, viradas e nado submerso.

Daqui a 4 anos, poderão estar no auge de sua forma técnica e física.

Palavras chave: Natação; Prognóstico; Futuro.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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