Nova Gestão

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Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 31/Jan/2025

Estamos vivendo uma fase de mudanças significativas no esporte, impulsionadas pela tecnologia. Isso afeta desde o acompanhamento das competições até o treinamento de atletas e a gestão das organizações.

Neste início de ciclo olímpico, é fundamental que gestores, novos ou experientes, revisem suas abordagens.

Mais do que apenas trocar pessoas, é preciso reformular toda a gestão e seus processos, adaptando-se à velocidade das transformações contemporâneas.

Isso inclui enfrentar novos desafios, adotar inovações e redefinir maneiras de administrar.
O que deu resultado ontem, provavelmente não dará hoje. O cenário mudou.

Imaginem, então, repetir um processo que não alcançou resultado.

Historicamente, a pesquisa esportiva tem se concentrado em componentes isolados no nível dos atletas, e menos nos componentes interativos do sistema esportivo mais amplo.
O processo é interativo.

Como exemplo, é equivocado concentrar-se apenas na biomecânica de um atleta para prevenção de lesões e ignorar fatores como carga de treinamento, estresse psicológico, genética e condições ambientais.

Tratar o doping como uma falha moral individual é negar a influência de fatores sistêmicos, como influências de treinamento, pressões de desempenho, cultura organizacional e de equipe, incentivos financeiros e falhas regulatórias.

Fica incompleta a análise ao dividir o desempenho somente em componentes simplistas, discretos e métricas quantificáveis, como velocidade, força, passes, ciclos de braçada, sem entender a influência de outros fatores contextuais.

Não faz sentido demitir treinadores após uma série de desempenhos ruins, em vez de abordar questões sistêmicas mais profundas, como cultura e estruturas organizacionais, comportamento dos atletas ou até mesmo sistemas de apoio administrativo, médico e psicológico para a equipe.

É insano pensar em desenvolver uma modalidade sem uma gestão moderna, audaciosa, inovadora, com planejamento estratégico bem definido da organização nacional responsável pela modalidade.

Não se trata de trocar pessoas. Trata-se de trocar a gestão.

Palavras chave: Esporte; Gestão; Pessoas.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
O conteúdo do texto é de inteira responsabilidade do(s) autor(es).

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