A campeã olímpica australiana de natação, Leisel Jones, revelou publicamente sua batalha de saúde mental contra a depressão e pensamentos suicidas, destacando que “queria acabar com tudo” em seu dia mais sombrio.
Sua experiência, infelizmente, ecoa a de muitos, dentro e fora do esporte de alto rendimento.
Leisel, uma atleta que participou de quatro Jogos Olímpicos e conquistou 9 medalhas olímpicas (3 de ouro, 5 de prata e 1 de bronze), incluindo Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, mostrou que a depressão pode afetar até mesmo pessoas altamente funcionais, que mantêm suas rotinas com um sorriso.
A frase “Fique até amanhã” foi o que a trouxe de volta da beira do abismo, um lembrete poderoso de que o dia seguinte pode trazer uma nova perspectiva.
Sua corajosa revelação nas redes sociais gerou uma onda de apoio e foi elogiada por organizações como a Lifeline Australia, que reconheceu o potencial de sua mensagem para ajudar outras pessoas.
A história de Leisel Jones reforça a importância de falar sobre saúde mental, buscar ajuda profissional e o valor de uma rede de apoio.
Se você ou alguém que você conhece está passando por momentos difíceis, lembre-se: “Fique até amanhã”.
No Brasil, o CVV – Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional em saúde mental e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todos os dias. Ligue 188.
Que a trajetória de Leisel Jones nos lembre que desempenho e saúde mental caminham juntos. Cabe a clubes, federações, técnicos, atletas e famílias construir uma cultura de cuidado — com políticas de acolhimento, acesso a apoio psicológico, formação contínua de treinadores e planejamento que respeite o corpo e a mente. Falar sobre o que dói não é fraqueza; é o primeiro passo para seguir em frente. E, quando tudo parecer pesado demais, segure firme nesta ideia simples e poderosa: “Fique até amanhã.”