BUDAPESTE 2022 – DIA 2 – PARTE I

BUDAPESTE 2022 – DIA 2 – PARTE I
Instituto Semente do Esporte
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BUDAPESTE 2022 – DIA 2 – PARTE

Por: Ricardo de Moura, 19/JUN/2022

NICHOLAS SANTOS: O ”PEIXE” QUE NÃO MORRE PELA BOCA

Quando terminou a prova dos 50 m borboleta, os nadadores após olharem seus resultados, buscaram pelo resultado de Nicholas Santos.
Caeleb Dressel, vencedor da prova, foi o primeiro a cumprimentar Nicholas. Logo após, Michael Andrew, 3º. colocado fez o mesmo. Nicholas se dirigiu a eles, produzindo uma confraternização ainda dentro d´água.

Ele havia ganho muito mais que a medalha. Conquistou o respeito e admiração, até mesmo, dos adversários. O mundo, na verdade, reverencia o atleta mais velho a conquistar uma medalha em Campeonato Mundial da FINA.

Nicholas não esteve à vontade durante as eliminatórias e semifinais. Se classificou em 8º. No fundo, estava aliviado. O nadador só precisa de uma raia na final.

Falou pouco.

Após a conquista de medalha, ele queria falar menos ainda.

Insistentemente estimulado pelo repórter, ele acabou falando um pouco mais, dividindo o resultado com técnicos, a equipe e o Brasil.
O repórter teve que fazer força para que ele continuasse a falar. Enalteceu as conquistas absolutamente inéditas com a idade que ele possui e quais seriam os conselhos que ele daria aos mais novos.

Ele, de maneira pragmática, disse: “Quando vou competir não penso em nada. Não sinto nada. Minha pulsação pouco se altera. A ansiedade prejudica muito. Por isso, atletas muito mais novos não conseguem repetir os próprios resultados atingidos em treino.”

Continuando, fez uma confissão. Afirmou que na manhã do dia da final não estava se sentindo bem. Parece que faltava alguma coisa. Decidiu ir à sala de musculação e malhar.

Acrescentou que seu treino é, preponderantemente, de pouco volume e muita intensidade. Quando voltou a cair na água, após malhar, sentiu que faria menos de 23”. Dá-lhe, Nicholas!

FERNANDO SCHEFFER: A DISTÂNCIA ENTRE O PARAÍSO E O INFERNO É DE POUCOS CENTÉSIMOS.

Fernando Scheffer, medalhista olímpico de bronze em Tóquio na prova de 200 m livre, não conseguiu passar para as finais. Por 5 centésimos. A medalha veio por 2 centésimos.

Em Tóquio, 3 centésimos de diferença o levaram à final e abriram as portas para a conquista da medalha.
Na entrevista, após a prova, ele declarou que o nível da prova está crescendo e que as distancias estão diminuindo entre os concorrentes.

Mesmo decepcionado, não perdeu a calma. Postura de medalhista olímpico.

Quando perder, fale pouco. Quando vencer, fale menos ainda.

Ninguém se arrependeu daquilo que não falou.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
O conteúdo do texto é de inteira responsabilidade do autor.

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