Esporte diminuindo

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Instituto Semente do Esporte
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Esporte diminuindo

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 26/OUT/2023

Em todo o mundo o número de crianças que praticam esporte competitivo está diminuindo.
No Brasil, a falta de cultura esportiva dificulta a implantação de uma política de Estado para incentivo ao esporte nas escolas e projetos sociais.

O investimento financeiro no país concentra-se em atletas de alto rendimento, sem atenção ao desenvolvimento de talentos.

O Brasil é o segundo país do mundo em número de piscinas construídas. Mas, são poucos os projetos sociais com piscinas, em um país com dimensões continentais.

Segundo a ABRINC, em 2021 o Brasil tinha 69,8 milhões de crianças e adolescentes entre zero e 19 anos de idade, o que representava 33% população total do país.

O último dado encontrado na internet sobre a CBDA (entidade responsável pela natação brasileira), em 2019, havia um número de 10.535 atletas registrados.

Para se ter uma ideia, a USA Swimming, entidade americana que comanda a natação no país, tinha em 2021, 331.206 atletas e 2.784 clubes registrados.

As instituições que comandam o esporte, dependem do repasse de verbas públicas e inovam muito pouco. Há uma acomodação na situação.

E o reflexo é uma baixíssima renovação de atletas, calendários mal estruturados, atletas desatendidos, instituições que acabam perdendo a identidade e ficam à mercê, politicamente, de quem distribui a verba.

O primeiro ponto para o acesso à verba pública no esporte deveria ser a apresentação de projetos para novos valores e estatística de crescimento da modalidade em número de adeptos.

Em segundo, a facilitação para o registro dos atletas nas federações e um calendário de eventos para revelar talentos, com incentivo de inscrição e participação.

Esporte forte se constrói com formação eficiente de atletas, profissionais capacitados, calendários fortes e instituições independentes.

Trabalho em conjunto. Não cada um se movendo de acordo com seus interesses e convicções.

#esportemorrendo #esporte #faltadeincentivo
#politica #inovacao

Imagem: 2021 Membership Demographics Report

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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