A pressão como aliada
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 1º/MAR/2024
Para nadadores, técnicos e pais envolvidos de alguma forma com a Natação, a pressão faz parte da vida cotidiana. Ano de Jogos Olímpicos é um ano de maior pressão ainda.
O tema pressão é difícil, porque o nadador sofre pressão de todos os lados, principalmente dele mesmo.
Esses sinais já podem ser encontrados nas várias manifestações das redes sociais. Aliás, uma boa estratégia para administrar melhor o ambiente de pressão talvez seja diminuir as “entradas” nas redes sociais.
Mesmo quem já tenha participado de Jogos Olímpicos, cada vez é diferente. Podem crer. Vivi bem isso com técnicos, atletas, pais e comigo mesmo.
O que o nadador pode entender é que a pressão é um privilégio. Medo, pressão e ansiedade fazem parte de um caminho para atingir a excelência. Sensações de quem pode e quer melhorar.
Quantos não sentem essa pressão porque não estão à altura dessa disputa?
Ser capaz de identificar e administrar a pressão são os primeiros passos para atingir o objetivo.
Foco. Otimismo. Fazer, periodicamente, uma viagem imaginária em seu grande desafio, com bom desempenho na prova. Uma boa estratégia pode ser, nas semanas que antecedem esses momentos de pressão, descrever e analisar como será o processo no dia da prova.
Sentir a pressão como desafio, não ameaça. A ameaça pode tirar o foco do processo e o nadador acaba se concentrando no que pode dar errado.
Abrir um diálogo consigo mesmo pode exercer uma influência notável sobre como atuar sob pressão. Eu posso, eu consigo.
Nos dias que antecedem, ajuda praticar a “viagem imaginária” da prova, obtendo sucesso.
Quando se compara a quantidade de tempo que se gasta treinando com a competição, não há competição. O nadador já venceu.
Treinar a pressão todos os dias é um hábito. De excelência.
Calma. Vai dar tudo certo.
#natacao #pressao #resultado #Paris2024
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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