Efeito Luca

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Instituto Semente do Esporte
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Efeito Luca

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 16/MAR/2024

O assunto é recorrente. Todas as vezes em que aparecem garotos “prodígios” (principalmente quando batem recordes de Michael Phelps), surgem duas manchetes: “fenômeno” e “novo Phelps”.

Phelps bateu seu primeiro recorde age group aos 8 anos e estabeleceu novas marcas em todas as classes por que passou.

A bola da vez é Luca Mijatovich, garoto nascido em 2009, que tem os recordes age group nos 200m livre (1,49,63), 400m livre (3,51,18), 800m livre (7,59,64), 1500m livre (15,26,73) e 400m medley (4,24,20).

Qual será o futuro de Luca na natação? Impossível prever.

Chega a informação que Luca tem um programa de treinamento de 10 sessões semanais (com predominância no trabalho aeróbico) – 2as, 4as e 6as à tarde em jardas, 3as, 5as e sábados em metros.

Não há uma regra específica de desenvolvimento, nem fórmulas mágicas.

Mas, há um contraponto com relação aos “fenômenos” no age group americano.

Usando a mesma linha de corte da classe de Luca (13-14 anos), vamos para outros exemplos: Josh Zuchowski (recordista 100m costas – 56,62 desde 2019); Keaton Jones (recordista 200m nado costas – 2,00,28 desde 2019) e Ethan Dang (recordista 200m peito – desde 2016).

O que aconteceu com eles?

Josh não apareceu entre os 200 primeiros no Ranking Mundial em 2020 e 2021, em 2022 ficou em 65º no Ranking Mundial de 2022, com 54,51 e não esteve entre os 200 primeiros de 2023.

Keaton não pareceu no Ranking Mundial (200 primeiros) de 2020, 2021 e 2022 e apareceu em 22º lugar em 2023, com 1,56,93.

Ethan apareceu no ranking Mundial de 2017 em 187º lugar, com 2,15,13 e não apareceu mais desde então, até o Ranking Mundial de 2023.

Difícil prever, saber o programa de trabalho de cada novo “prodígio”.

Na avaliação, no tipo de trabalho, no planejamento.

A geração de hoje, pais e atletas, é imediatista. Recebemos a todo instante informações de inúmeras fontes e estamos sempre conectados, em smartphones, computadores ou tablets.

Mas, prevalece a lógica. Tomara que Luca consiga chegar lá.

#natacao #precoce #logica planejamento

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
O conteúdo do texto é de inteira responsabilidade do(s) autor(es).

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