Salário... deve ser bom...
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 05/JUN/2024
O PIB (Produto Interno Bruto) é um indicador fundamental da economia, permitindo a avaliação da atividade do estado e do crescimento da população, embora não considere outros aspectos relevantes, como a qualidade de vida e a distribuição de renda.
O salário médio de um treinador de natação nos Estados Unidos é maior do que no Brasil, refletindo a discrepância nos PIBs dos dois países.
No entanto, as estatísticas salariais apresentam variações e há casos de técnicos no Brasil e nos Estados Unidos que recebem salários muito maiores do que a média.
Quanto um treinador de natação ganha nos Estados Unidos, país com o maior PIB global (US$26,94 trilhões)?
O site www.talent.com divulgou que o salário médio do técnico de natação nos Estados Unidos é de US$ 54.844,00/ano por ano (cerca de R$ 290.000,00/ano).
Segundo mesmo site, o salário médio do técnico de natação no Brasil, a 9a economia mundial (PIB – US$2,17 trilhões), é de R$ 68.829,00 por ano. Em torno de US$ 13.000,00 por ano.
O salário sênior (mais elevado) entre os dois países é de US$ 66.896,00/ano (USA), enquanto o Brasil recebe R$ 84.614,00/ano (cerca de US$ 16.000,00/ano) nessa mesma categoria.
As estatísticas são em média e, por isso, apresentam diferenças com a realidade.
Existem diversos especialistas em natação no Brasil com salários anuais de R$ 200.000,00, incluindo o 13o salário.
A discrepância também se aplica ao outro lado. Existem diversos profissionais americanos com salários que ultrapassam o valor de U$ 120.000,00/ano (cerca de R$ 630.000,00/ano).
Erik Posegay, técnico assistente de natação, foi anunciado pela Universidade do Texas como beneficiário de um salário anual de US$ 120.000, além de auxílios de mudança e moradia.
A disparidade salarial reflete a desigualdade econômica, uma vez que alguns grupos têm menos recursos financeiros disponíveis.
Cristiano Ronaldo é o atleta mais bem remunerado do mundo, conforme a revista “Forbes”, ganhando 260 milhões de dólares nos últimos doze meses (R$ 1,3 bilhão).
Deve ser bom…
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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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