Desprezo pelo índice olímpico

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Desprezo pelo índice olímpico

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 09/JUN/2024

A natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio foi contemplada com a entrega de 102 medalhas.
Aproximadamente metade delas foram para os Estados Unidos – 30 medalhas (11 de ouro, 10 de prata e 9 de bronze) e para a Austrália – 20 medalhas (9 de ouro, 3 de prata e 8 de bronze).

Os processos seletivos dos dois países mais renomados e bem-sucedidos na modalidade terão início esta semana. Essas seletivas representam metade do espetáculo olímpico da natação.

A seleção na Austrália acontecerá entre os dias 10 e 15 de junho, enquanto nos Estados Unidos ocorrerá de 15 a 23 de junho.

A US Swimming antecipa uma audiência de 45 milhões de espectadores assistindo às finais transmitidas na NBC durante as nove noites de competição da Seletiva nos EUA, de 15 a 23 de junho, no Estádio Lucas Oil, em Indianápolis, estado de Indiana.

Cerca de cinco milhões de pessoas devem assistir todas as noites – quase o dobro da média de 2,7 milhões de espectadores nas eliminatórias olímpicas dos EUA em Omaha, Nebraska em 2021.

A competição de natação da Austrália acontecerá no Complexo Aquático de Brisbane.

Nas duas fases de seleção, estão programadas competições acirradas para escolher os dois candidatos de cada uma das provas.

Na Austrália, seis mulheres se destacaram conquistando títulos olímpicos, mundiais ou medalhas em campeonatos mundiais, competindo por apenas duas vagas nos 100m livre em Paris.

Nos Estados Unidos, a realidade é semelhante.

No caso dos 100 metros nado borboleta feminino, quatro nadadoras dos Estados Unidos se destacam entre as 10 primeiras do Ranking Mundial.

Desperta uma atenção especial à atuação de Caeleb Dressel, 7 medalhas de ouro olímpicas, que abandonou o Campeonato Mundial de Budapeste em 2022, vítima de um transtorno mental e que vem tentando recuperação desde então.

Devido ao nível técnico das seletivas, a disputa por uma vaga cria uma espécie de desprezo pelo índice olímpico.

Na última seletiva americana, em 2023, para o mundial, o índice da competição foi alcançado mais de 300 vezes.

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

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