Necessidade de milésimos de segundos

Necessidade de milésimos de segundos
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Necessidade de milésimos de segundos

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 21/JUN/2024

Na história da natação olímpica, houve três empates pela medalha de ouro.

Em 1984, Nancy Hogshead e Carrie Steinseifer foram as vencedoras dos 100m nado livre nos Jogos de Los Angeles.

Dezesseis anos depois, Gary Hall Jr. e Anthony Ervin, dos Estados Unidos, conquistaram o ouro nos 50 metros livre nos Jogos de Sydney, 2000.

Nos Jogos do Rio de Janeiro, 2016, Simone Manuel e Penny Oleksiak registraram tempos semelhantes nos 100m nado livre.

Nessa mesma data, em 2016, houve o triplo empate na medalha de prata da prova de 100m nado borboleta masculino, entre Michael Phelps (USA), Chad le Clos (RSA) e Laszlo Czech (HUN), com o tempo de 51,12.

As diferenças entre os nadadores estão diminuindo e a disputa está aumentando.
As ocorrências de empates na natação estão se tornando frequentes.

A seletiva americana pode ser um excelente laboratório para fundamentar o fato.

Até agora, independentemente do resultado e classificação, conseguimos identificar 79 casos de empate. Dez deles com empates triplos.

A prova com o maior número de empates foi a dos 50m nado livre masculino, com 14, sendo 6 deles com triplo empate.

Ademais, na mesma avaliação, ocorreu um fato ainda mais significativo em relação a empates, quando na eliminatória Adam Cheney e Jonny Kulow empataram em 8o lugar com o tempo de 21,89.

Tiveram que decidir a última vaga para a final.
Na tentativa de desempate, mais um empate. Os tempos foram melhores com 21,79.

No segundo desempate, Adam Cheney venceu com 21,81. Jonny alcançou 21,99.

Os sistemas de cronometragem já podem medir até o milésimo de segundo.

A World Aquatics, entidade que regula o mundo da natação competitiva, não concorda em aumentar a precisão da medição adicionando milésimos de segundos.

Está chegando o momento.

#natacao #swimming #timing #tie #empate

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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