O mais obscuro caso de doping olímpico

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O mais obscuro caso de doping olímpico

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 11/JUL/2024

Na véspera dos Jogos Olímpicos, relembramos dois casos que chamaram a atenção: a condenação da Rússia, em 2019, e a atual absolvição injustificada de 23 nadadores chineses pela WADA.

O caso mais obscuro ocorreu em Moscou 1980, onde 5256 atletas foram testados e nenhum resultado positivo foi encontrado, ao contrário de Londres 2012, que teve 132 casos.

Os envolvidos na prática de doping na Alemanha Oriental foram julgados após a queda do Muro de Berlim em 1990. Estima-se que 9000 atletas usaram substâncias proibidas.

Atletas alemães orientais não foram punidos com o doping nos Jogos de 1972, 1976 e 1980.

A justiça é necessária para analisar os acontecimentos desse período.

Os atletas eram submetidos a um sistema cruel de doping com o objetivo único de obter medalhas.

Em 2005, um grupo de 160 atletas da Alemanha Oriental entrou com um processo contra uma empresa farmacêutica por danos causados pelos esteroides utilizados nos anos 70 e 80. Os atletas, que eram apenas crianças na época, solicitaram uma indenização de 10 mil euros (fonte: BBC Brasil).

Os atletas mais prejudicados foram aqueles que enfrentaram nadadores em situação de doping, em condições desiguais, que merecem consideração e justiça.

Dentre esses atletas, é importante destacar o revezamento 4x200m nado livre masculino da natação brasileira, que obteve a medalha de bronze em 1980, com Cyro Delgado, Marcus Mattioli, Djan Madruga e Jorge Fernandes.

A Russia venceu a prova, enquanto a Alemanha Oriental ficou em segundo lugar.

É um momento crucial para se fazer justiça e modificar a cor da medalha dos atletas brasileiros.

O ouro seria bem justo.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

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