Paris, os jogos da vergonha e do silêncio

Paris, os jogos da vergonha e do silêncio
Instituto Semente do Esporte
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Paris, os jogos da vergonha e do silêncio

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 31/Dez/2024

Desde o primeiro dia, os Jogos de Paris 2024 apresentaram erros organizacionais, eventos que perturbaram as ações e abalaram o espírito olímpico.

Poluição do Rio Sena.
O Rio Sena, conhecido pela poluição, foi palco da cerimônia de abertura, triátlon e de provas de maratonas aquáticas. A condição sanitária do rio gerou desconfiança entre os atletas e provocou sérios problemas de saúde, pela contaminação da água.

Vila Olímpica.
Os atletas reclamaram da qualidade e escassez da comida, da falta de ar-condicionado nos quartos, da falta de banheiros e das camas altamente desconfortáveis.

Transporte.
Os primeiros dias das Olimpíadas foram marcados por desorganização no transporte dos atletas.

Abertura.
A abertura da Olimpíada foi criticada e gerou polêmicas, sendo comparada ao quadro A Santa Ceia, de Leonardo Da Vinci.

Vandalismo e assaltos.
Os Jogos começaram com problemas dentro e fora das arenas, como vandalismo, assaltos e prisões.

Medalhas.
Pouco mais de quatro meses após o término dos Jogos Olímpicos de Paris, as medalhas distribuídas aos atletas durante o evento esportivo já apresentam sinais avançados de deterioração.

A vergonha se estende, uma vez mais, aos responsáveis pela organização, que se omitem.

Após o término dos Jogos, medalhistas franceses fizeram piada com o estado de deterioração das medalhas, que estavam ásperas e descascando.

Enquanto isso, os dirigentes políticos continuam a manipular as questões desportivas conforme as suas conveniências.

Por outro lado, contra todas as evidências, a generalidade dos dirigentes do mundo do Movimento Olímpico continua a afirmar que o esporte nada tem a ver com a política.

Nisso tudo, a maior vergonha é o silêncio…

Palavras chave: Jogos Olímpicos; Vergonha; Equívocos; Silêncio.

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Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
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