Ninguém faz nada sozinho
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 01/Jan/2025
A primeira postagem do ano vem discutir um aspecto fundamental nas conquistas do esporte e da vida: o apoio. Ninguém faz nada sozinho.
Nem mesmo Michael Phelps, o atleta olímpico com mais medalhas na história, 28, sendo 23 de ouro, durante suas cinco Olimpíadas.
Nascido em 30 de junho de 1985, em Baltimore, Maryland, começou a nadar por influência de suas irmãs e da mãe. Aos 10 anos, entrou para o North Baltimore Aquatic Club, onde seu técnico, Bob Bowman, reconheceu seu talento e o incentivou a se dedicar intensamente ao esporte, acompanhando-o ao longo de sua carreira e nas importantes competições.
Phelps acredita que seguir Bowman foi uma das decisões mais inteligentes.
Não é segredo que Phelps treinou duro para ser o maior nadador do mundo! Durante o pico de seu treinamento, Phelps nadou cerca de 80.000 metros por semana.
Bob Bowman foi o responsável por esse treinamento rigoroso e especializado. Phelps disse que Bowman lembrava “um sargento instrutor”.
Após os Jogos de Londres, 2012, Phelps decidiu se aposentar.
Mas, sem a estrutura rígida de treinamento e orientação de seu treinador, Phelps entrou em depressão profunda e pensou em suicídio.
Dois anos depois, a volta de Michael Phelps à natação competitiva foi um dos retornos mais bem-sucedidos da história dos esportes.
Não podemos falar do sucesso de Phelps sem mencionar o programa de apoio que ele teve nos bastidores.
Bob Bowman foi uma grande fonte de apoio desde o início da carreira de Phelps. Um relacionamento tão longo quanto raro. Mas o apoio não se restringiu só a ele.
Sua mãe, Debbie, é provavelmente uma das mães mais icônicas de nadadores. Desde as primeiras competições até as atuações olímpicas que quebraram recordes, ela estava lá. Ela apoiou Phelps nos momentos difíceis e o encorajou a aprender com seus erros.
Em 2016, Phelps se casou com a ex-Miss Califórnia EUA, Nicole Johnson, com quem ele estava namorando desde 2007. Johnson ficou ao lado de Phelps em seus problemas de saúde mental e foi uma fonte de conforto e estabilidade enquanto Phelps treinava para a última Olimpíada e se aposentava.
Nos Jogos do Rio, Nicole e o filho mais velho do casal, Boomer, se juntaram às irmãs de Debbie e Phelps nas arquibancadas para torcer por ele.
Ninguém consegue alcançar grandes metas sozinho. O apoio de outras pessoas é importante em qualquer jornada rumo ao sucesso.
Palavras chave: Natação; Sucesso; Apoio.
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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