Clubes Formadores

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Instituto Semente do Esporte
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Clubes formadores

Gotas Olímpicas

Por: Ricardo de Moura

Data: 11/Jan/2025

O assunto é antigo, desgastante e desgastado.

Embora tenham ocorrido avanços no sistema esportivo brasileiro, muito há o que se fazer.
Mesmo com a existência de diferenças e particularidades em cada modalidade esportiva, as reclamações compartilham alguns aspectos comuns.

Uma questão é a ausência de estratégias para fortalecer clubes poliesportivos menores, o que complica a formação dos atletas e favorece um “monopólio” de clubes de maior porte, que concentram mais recursos.

O Brasil, um país de dimensões continentais, apresenta menos de dez clubes poliesportivos tradicionais, que funcionam como a estrutura do esporte olímpico nacional.

Em termos de distribuição de recursos, o rio corre para o mar.

Na contramão do conceito do que é clube formador, a distribuição das verbas contempla os clubes com o maior número de pontos nas competições nacionais.

Isso não representa a formação do atleta. Isso só demonstra onde se encontra o atleta no momento do resultado. Não onde ele foi, realmente, formado.

Na obrigação de manter as coisas como estão, para continuar tendo o direito às verbas, as entidades de maior porte e com maior poder de obtenção dos recursos pegam os atletas de outros Estados e levam para seus clubes. Isso prejudica a formação em Estados fora desse eixo.

Mata a “galinha dos ovos de ouro”.

A descontinuidade administrativa dos clubes com modalidades olímpicas faz com que essas entidades oscilem a cada temporada, abrindo e fechando departamentos por falta de cultura e apoio, tornando os atletas nômades do esporte.

Na natação, uma das formas de diminuir esse impacto seria o apoio aos nadadores e seus técnicos, com melhor posicionamento no ranking nacional, proporcionando apoio de viagem, hospedagem e alimentação aos Campeonatos Nacionais.

Não importa a entidade que representem.
Isso valorizaria o resultado do nadador, do treinador e da organização que representa. Mais, serviria como um estímulo para a entidade, região ou estado onde esse nadador reside. Onde, de fato, se originou.

Não soluciona todas as questões. No entanto, atenua.
Preserva a visão de continuidade no desenvolvimento de outros nadadores.

Palavras chave: Esporte; Natação; Atleta; Formação.

Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.

Divulgação ISE – Reprodução autorizada pelo autor
O conteúdo do texto é de inteira responsabilidade do(s) autor(es).

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