O atleta de alto nível e os pais – O processo
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 07/JUL/2024
A presente postagem é uma adaptação de textos, dividida em 3 partes.
Ano olímpico é momento de vivenciar a excelência do esporte.
Não é possível desenvolver um atleta de elite sem dar atenção para o suporte dele, que é pai, mãe e técnico.
A figura do técnico é extremamente importante.
E nem todos os pais são preparados para suportar as exigências que o esporte impõe no início de vida.
Em alguns esportes, é preciso começar muito cedo. Mas não é recomendado que se fale em alto desempenho com crianças e adolescentes.
Essa alta expectativa é uma das causas de abandono do esporte. Alto desempenho é para depois.
A ideia da medicina do esporte é que crianças e adolescentes possam experimentar mais estímulos, tanto físicos quanto sociais, transitar num meio mais amplo de esportes para experimentar. Alguns programas fazem isso.
O atleta é uma formação, um processo.
Mesmo que os filhos possuam habilidade, só é válido investir em um nível mais elevado se isso for importante para eles e se perceber que se sentem satisfeitos com o processo.
Normalmente, tudo o que se publica na rede social está relacionado ao progresso do filho no esporte, compartilhando imagens dele ganhando.
Para obter um desempenho competitivo, é necessário se dedicar desde cedo a desenvolver certas habilidades, inclusive renunciando a outras experiências da adolescência.
É quando os pais se questionam quando o treino precisa ser mais intenso e não sabem se estimulam ou não.
Às vezes, eles têm a sorte de encontrar um treinador que percebe isso e tem um olhar mais abrangente para desenvolver o atleta e os pais.
Mas, nem sempre, o atleta tem um treinador com foco na aquisição de habilidades específicas, o que empobrece o processo de formação do atleta.
Próximo tema: A competição.
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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