Comunicação - Área estratégica da gestão
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 12/Dez/2024
Nas últimas décadas, a compreensão de tempo e espaço mudou com a hiper conexão.
O contato presencial foi substituído pelo contato virtual, a palavra foi substituída pela imagem, o saber foi substituído pelo simples conhecimento e a noção de relacionamentos foi redimensionada.
As pessoas buscam conexões adequadas à sociedade digitalizada e isso se aplica tanto às interações pessoais quanto às instituições.
Segundo pesquisa da Opinion Box, 84% dos brasileiros têm o esporte como principal tema de consumo de informações na internet e 52% dessas pessoas passam entre 30 minutos e 3 horas por dia nas redes sociais.
Uma boa estratégia de comunicação deve ser simples, concisa e direta, transmitindo a essência da organização ou do conteúdo de forma clara e coerente.
Engano, omissão e mentira, apesar de suas diferenças, evidenciam a dificuldade em lidar com informações. Às vezes, se erra por equívoco, outros momentos por preferir não revelar tudo e, ainda, há ocasiões em que há desinformação intencional para benefício próprio.
Independentemente da intenção, lidar com informações dessa maneira é desonesto e prejudica a interação, impactando negativamente nas relações.
No Campeonato Mundial de Natação em piscina curta, o evento mais importante da natação mundial no momento, o Brasil participa, praticamente sem notícias.
O Brasil, hoje, está presente em 3 finais – Guilherme Caribé (100m livre), Nicolas Albiero (200m borboleta), 4x200m livre feminino e 1 semifinal – Guilherme Basseto (50m costas).
O evento está com transmissão em direto, pelo canal SPORTV2.
A data coincide, equivocadamente, com o Campeonato Brasileiro Junior e Sênior. Também, sem comunicação suficiente.
Quando a própria organização omite uma informação importante para outras pessoas, há uma sucessão de equívocos: a desvalorização da ação e seus protagonistas (independentemente do resultado), o de retirar a possibilidade do outro de avaliar a ação e a falta, óbvia, de divulgação da modalidade, da valorização do trabalho de entidades, atletas e técnicos, entre outros problemas.
Comunicação é área estratégica de gestão. Fica a observação.
Palavras chave: Natação; Comunicação; Gestão.
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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