Competindo em piscina curta
Gotas Olímpicas
Por: Ricardo de Moura
Data: 12/Dez/2024
Existem dois tipos de nadadores: um é melhor em piscina curta (25 metros) e o outro em piscina longa (50 metros). Existem nadadores bons nas duas, mas não há muitos.
As principais competições do calendário internacional, inclusive os Jogos Olímpicos, Mundiais dos Esportes Aquáticos, Pan-americanos, são realizadas em piscinas de 50 metros.
Alguns nadadores não sabem que são bons em piscina curta até que tenham competido nela.
O nado submerso é o quinto estilo da natação, e Michael Phelps usou como uma arma para vencer muitas de suas provas.
Nadar em piscina curta significa que há o dobro de viradas para trabalhar, com o complemento do nado submerso. Estar debaixo d’água também significa que o nadador tem que prender a respiração.
O nado subaquático e a pernada do nado borboleta são importantes na natação porque permitem que os nadadores minimizem o arrasto, maximizem a propulsão e mantenham a velocidade.
Os nadadores podem atingir velocidades mais altas debaixo d’água do que na superfície.
Aumentar a capacidade pulmonar é uma parte importante do treinamento.
Treinar a prender a respiração por mais tempo beneficia o nadador de algumas formas. Reduzir o número de respirações produz maior velocidade e eficiência, principalmente nos finais de provas.
Os velocistas não podem cometer um único erro. Uma braçada a mais ou uma pernada de borboleta a menos, e toda a prova pode estar em risco.
O nadador tem que programar cada uma das suas braçadas perfeitamente para não terminar precisando de meia braçada na virada ou deslizando e perder tempo na chegada.
As estratégias para se nadar em piscina longa e piscina curta diferem.
Para quem treina em piscina curta, principalmente, pode haver uma alteração na frequência de braçada.
Depois que o nadador começar a treinar em piscina curta, pode ter a sensação de que a piscina longa é muito longa, e pode levar um tempo para se ajustar de volta à piscina olímpica longa.
Palavras chave: Natação; Piscina longa; Piscina curta.
Ricardo de Moura
Gestor esportivo com mais de 40 anos de experiência em Projetos Esportivos.
Supervisor/Superintendente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos por 28 anos.
Participou de 7 edições dos Jogos Olímpicos, 7 edições de Jogos Pan-americanos e 25 Campeonatos Mundiais. Responsável por projetos que levaram à conquista de 10 medalhas olímpicas na natação. Integrante do Comitê Técnico de Natação da Federação Internacional de Natação por 12 anos.
Secretário-tesoureiro da Confederação Sul-americana de Natação.
Professor do Curso Avançado de Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Brasileiro de 2009 a 2017.
Escritor do livro “Gotas Olímpicas” – 2022.
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