JOGOS PAN-AMERICANOS, UMA DURA REALIDADE.

JOGOS PAN-AMERICANOS, UMA DURA REALIDADE.
Instituto Semente do Esporte
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A notícia da ausência do basquete nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 gerou surpresa na Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e na comunidade esportiva. Pela primeira vez desde 1951, a modalidade que rendeu 11 ouros ao Brasil, não estará presente.

Mas essa exclusão, que à primeira vista parece um golpe, convida a uma reflexão mais profunda sobre a relevância e o papel do Pan-Americano na estratégia de dirigentes e na visão da comunidade do basquete hoje.

O ex-técnico da Seleção Brasileira, Lula Ferreira, trouxe um ponto vital: o nível técnico do basquete nos Pan-Americanos tem diminuído.

Sua análise aponta que, por não ser uma competição classificatória para eventos de peso como Olimpíadas ou Copas do Mundo, os países frequentemente optam por não enviar suas equipes principais.

O que isso significa para o Brasil e para o basquete?

Para a CBB, a ausência no Pan pode significar um redirecionamento de foco e recursos para torneios mais estratégicos no calendário internacional, como Pré-Olímpicos e Copas América.

Lula Ferreira argumenta que, tecnicamente, a exclusão “não impacta em absolutamente nada o desenvolvimento da modalidade” nos tempos atuais, já que o Pan não vinha contribuindo significativamente para o alto rendimento.

No entanto, para a comunidade e o torcedor, há uma perda de visibilidade e de um palco tradicional para acompanhar a Seleção.

A inclusão de esportes como o críquete (que estará em LA 2028) mostra que os próprios Jogos Pan-Americanos buscam renovar sua programação e atrair novos públicos.

A situação do basquete no Pan 2027 nos faz questionar: a importância de um evento está sempre ligada à sua tradição ou mais à sua relevância estratégica no ciclo olímpico e ao nível técnico que ele pode oferecer?

Essa reflexão serve para o basquete, para as outras modalidades e para quem distribui verbas públicas em função de resultados nos Jogos Pan-americanos.

Lembrando que os grandes países da América na natação, como USA e Canadá, normalmente enviam equipes secundárias ao evento.

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Associação privada sem fins econômicos, fundada em 2008, para atuar em projetos de desenvolvimento social nas áreas de esporte, cultura, lazer, inclusão digital e qualificação profissional.

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